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Capítulo
2
Formação
e fisionomia
do século XIII
Ao
buscarmos as raízes da modernidade, a investigação acaba por
levar-nos ao coração da Idade Média, a esse século XIII, no
qual a civilização medieval atingiu seu apogeu e iniciou seu
declínio. Essa volta até tempos relativamente remotos, já
distantes sete séculos de nós, será necessária para a
compreensão dos problemas que hoje vivemos? A questão pode ser
posta com razão e convém, portanto, examiná-la brevemente.
Parece, com efeito, mais razoável supor que a aurora da
modernidade se tenha levantado ao apagarem-se as últimas luzes da
Idade Média ou ainda, para usar uma comparação preferida pelos
humanistas da Renascença, quando a noite medieval chegou ao fim.
A história, porém, não conhece essa sucessão abrupta de trevas
e luz e, sob muitos aspectos, a Idade Média aparece, aos olhos da
historiografia contemporânea, como a antemanhã dos tempos
modernos, na qual já se delineiam alguns dos contornos que irão
configurar um novo ciclo da civilização do Ocidente. Eis por que
parece-nos mais significativo, para pôr em relevo essa
continuidade, empregar a metáfora da raiz. Na verdade, serão
sementes de idéias e problemas lançadas no solo medieval que irão
crescer, desenvolver-se e expandir-se sob a ação de múltiplos
fatores na sociedade e na cultura, vindo a formar a grande árvore
simbólica da modernidade. Ora, será no solo intelectual do século
XIII que poderemos identificar mais claramente a presença dessas
sementes e descobrir a primeira germinação das raízes da árvore
futura.
A
historiografia da Idade Média apresenta-nos duas visões ao mesmo
tempo opostas e complementares do século XIII. De um lado, todos
os historiadores reconhecem nesse século o zênite e como que o climax
da civilização medieval. Nos cem anos que separam a criação
da Universidade de Paris (1200) e os agudos conflitos doutrinais
que a sacodem em torno de 1300, o mundo medieval conhece profundas
mudanças nos campos econômico, social, político, religioso e
cultural. O eixo do poder desloca-se do sacral ao secular. Aos
tempos de prestígio de Inocêncio III sucedem-se os atribulados
anos de Bonifácio VIII. Doutro lado, essas mudanças, ao mesmo
tempo em que atestam a pujança de uma civilização em movimento,
alimentam as crises que a encaminharão para seu declínio e seu
fim1. O século XIII oferece, portanto, duas visões aos olhos do
historiador: a da civilização que avança para atingir a
plenitude de suas virtualidades criadoras e a da civilização que
anuncia, nesse supremo esforço, a exaustão de suas forças.
Essa
figura bifronte do século XIII aparece particularmente nítida no
domínio da vida intelectual. É aí que se mostra mais visível o
abrolhar das primeiras raízes da modernidade. Numa das suas
faces, a vida intelectual do século XIII — concentrada
sobretudo nas Universidades de recente fundação2: Paris, Oxford,
Bolonha, Toulouse e outras — conhece um extraordinário
enriquecimento com o afluxo poderoso da ciência greco-árabe. O
saber universitário atinge um alto nível de perfeição formal
no uso dos instrumentos lógicos3, vê a ciência experimental dar
seus primeiros passos4, reformula as bases da educação acadêmica,
integrando as tradicionais artes liberais no corpo didático
da filosofia, cuja descoberta como saber autônomo constitui, sem
dúvida, o mais importante acontecimento intelectual da época5. O
uso dos instrumentos conceptuais oferecidos pela filosofia
permite, enfim, elevar a ciência teológica à altitude das
grandes sínteses que floresceram no fim do século6. Olhada, porém,
na outra face, toda essa expansão, complexidade e intensidade da
vida intelectual é acompanhada por sucessivas crises e tensões
que vão da difícil e tumultuada entrada das obras de Aristóteles
na Universidade de Paris (1210-1255) até àquela que foi, na
opinião dos estudiosos, a mais grave crise doutrinal da Idade Média
provocada pela oposição, na alma mater parisiense, entre
os Mestres da Faculdade de Artes ou Filosofia (artistae) e
os Mestres da Faculdade de Teologia (teologi) nas últimas
décadas do século XIII e começos do século XIV. Será no século
XIV que começarão a crescer as primeiras raízes das sementes
lançadas no século XIII, anunciadoras do movimento histórico de
saída do universo intelectual e espiritual da Idade Média.
Contemplado na perspectiva do século XIII em ascensão, o século
XIV aparece-nos como um tempo de agravamento da crise e dos
primeiros indícios do declínio. Visto, porém, na ótica das
evoluções futuras, o século XIV mostra-se profundamente
inovador na lógica, na ontologia, na noética, na ética, na
teoria política, na filosofia e ciência da natureza e,
finalmente, na teologia7. Nesse sentido, o século XIV é também
um século intelectualmente bifronte, mas nele a relação das
duas faces é oposta à que prevalecera no século XIII. A face da
crise e do declínio anuncia o enfraquecimento do ímpeto criador
do século que terminara. A face inovadora acentua os traços que
a distanciam daquelas que constituíram as grandes matrizes
culturais e intelectuais da Idade Média.
Para
compreendermos as razões profundas da crise do século XIII, sob
o ponto de vista das causalidades históricas que sobre elas agem,
julgamos útil recorrer a uma chave hermenêutica original e
fecunda proposta pelo filósofo e historiador Rémi Brague8, por
ele aplicada à formação da cultura européia na sua gênese a
partir de fins da Antigüidade romana. Brague interpreta esse
processo com a categoria de "secundariedade cultural"9.
No caso da Idade Média, a "secundariedade cultural"
cumpre de modo exemplar sua função específica, que é a de
explicar o que é uma "renascença"10, ou seja, o
acolhimento, vindo de uma fonte exógena, de um novo fluxo de bens
culturais e uma reação criadora ao impacto de novas idéias,
novos métodos, novos problemas, novos ideais. Em se tratando do século
XIII, é todo o volumoso caudal da filosofia e da ciência gregas
que, ou através dos canais da cultura islâmica ou provindo
diretamente de Bizâncio, atinge o mundo latino. Prescindindo dos
tênues clarões da cultura antiga que começam a iluminar a
Europa ocidental no século IX (renascença carolíngia), é no século
XII que tem lugar uma primeira e verdadeira renascença, termo já
empregado por C. H. Haskins para caracterizar a vida intelectual
daquele século11. Essa renascença do século XII floresce em
campos diversos12. Com relação ao problema que nos interessa, é
importante ter presentes três manifestações da renascença do século
XII na sua vertente intelectual. A primeira se dá no domínio da
chamada "teologia simbólica", cultivada sobretudo nas
escolas monásticas, recebendo um vigoroso alento por parte das
novas escolas de espiritualidade, sobretudo a cisterciense e a
vitorina, que por sua vez enriquecem literariamente a cultura do século
com o cultivo intenso da literatura latina clássica13. Essa, no
entanto, é a face da cultura intelectual do século XII destinada
a ceder lugar à nova "teologia dialética" que irá
tornar-se dominante com Pedro Abelardo14, e oferecer, com a Summa
Sententiarum (1155-1157) de Pedro Lombardo, a base textual e
sistemática para as grandes sínteses teológicas do século
XIII15. A segunda manifestação intelectual do século XII pode
ser caracterizada pelo renascimento do platonismo, sendo esse,
talvez, seu traço mais importante. O platonismo do século XII
deve, porém, ser entendido dentro das limitações que
condicionam a atividade intelectual da época. Com efeito, o
conhecimento dos textos platônicos pelos autores do século XII
restringia-se a três diálogos (Mênon, Fédon e Timeu) e
fragmentos de alguns outros16. Por sua vez, a tradição neoplatônica
chega às escolas por intermédio do neoplatonismo latino,
sobretudo Santo Agostinho e Boécio17. Um nome resume o platonismo
do século XII, o da Escola de Chartres, mas perdura a discussão
sobre suas origens, sua natureza e, mesmo, sua definida realidade
histórica18. Como quer que seja, enumera-se todo um elenco
ilustre de autores, a começar por Bernardo de Chartres († entre
1124 e 1126), cujo nome tornou-se emblemático para designar o
platonismo do século XII. Comentador do Timeu, Bernardo
imprime ao platonismo do século XII a feição cosmológica que o
distinguirá. Na sua trilha alinha-se todo um grupo de autores
alimentando a tradição platonizante do século XII19. No
entanto, não será segundo a matriz platônica que terá lugar a
grande renascença do século XIII. Então a herança recebida de
Platão, essencialmente neoplatônica, será integrada aos
diferentes aristotelismos, às suas versões árabes e à tradição
agostiniana. Será, pois, no interior de um novo universo mental
que o platonismo estará presente na formação das raízes da
modernidade. Entre as causas que agiram para o rápido declínio
do platonismo medieval devemos reconhecer, com M. Lemoine, a difícil
conciliação das tendências científicas presentes nas
cosmologias inspiradas no Timeu e as tendências místicas
da tradição neoplatônica20. Além disso, a partilha de competências
entre Platão e Aristóteles, ou entre o Filósofo e o Lógico,
perderá significação quando for conhecida toda a obra do
Estagirita. A causa próxima, portanto, do declínio do
platonismo, e esse será o terceiro evento intelectual do século
XII, que se prolongará bem dentro do século XIII, configurando
um dos episódios mais importantes da história intelectual do
Ocidente, deve ser apontada no enorme esforço de tradução que,
de meados do século XII a meados do século XIII, colocará à
disposição dos leitores latinos não só todo o Corpus
aristotelicum então conhecido, mas também todo o acervo da
ciência greco-islâmica21. De Toledo, na Espanha, a Nápoles, na
corte de Frederico II, passando por Oxford, com Robert Grosseteste,
uma cadeia de tradutores transpõe para o latim a rica enciclopédia
do saber antigo conservada e comentada pelos sábios islâmicos22.
Nesse amplo conjunto textual e doutrinal avulta dominador o corpus
aristotélico, que estará praticamente todo traduzido na
segunda metade do século XIII23. Abria-se, desta sorte, diante do
mundo da cultura latina uma nova visão do mundo, abrangente e
grandiosa, compreendendo uma lógica, uma epistemologia, uma
filosofia da natureza, uma antropologia, uma ética, uma metafísica
e uma teologia natural. Em face desse até então desconhecido
universo intelectual, extraordinariamente mais rico e complexo do
que o do século XII, os mestres do século XIII adotaram
diferentes atitudes, que vão desde a aceitação integral por
parte dos filósofos da Faculdade de Artes até a suspeitosa
reserva dos teólogos de tradição agostiniana. Daqui a origem
dos diversos aristotelismos. No entanto, podemos dizer que, diante
do ensinamento de Aristóteles e de suas versões árabes, o
paradigma da "secundariedade cultural" age plenamente,
pois esse grande caudal vindo de fontes exógenas é acolhido
através de um processo de assimilação, de decantação, de
recriação, que acaba por definir um complexo profundamente
original de práticas intelectuais, de idéias diretrizes, de
novos problemas e de diferentes tendências do pensamento que
ficou conhecido como a escolástica do século XIII. Ao contrário
do que supõe um estereótipo corrente, a escolástica, na sua
idade áurea, não formou um bloco doutrinal rígido e coerente,
mas mostrou-se como um mundo intelectual em plena efervescência,
agitado por tensões e oposições24. Nesse sentido, sendo um
tempo de notáveis criações intelectuais, o século XIII foi
igualmente um tempo de crise, exatamente por ter vivido uma
das formas mais dramáticas do encontro entre helenismo e
cristianismo. Nos sulcos abertos por essa crise depositaram-se,
como veremos, as sementes das quais brotarão as primeiras raízes
da modernidade. Tentemos, pois, descrever em suas grandes linhas
os roteiros doutrinais do século XIII. Neles veremos
desenharem-se convergências, divergências e inflexões, bem como
os primeiros traços das direções futuras do pensamento
ocidental.
Notas
1.
Sobre o século XIII, ver L. Génicot, Le XIIIème siècle médiéval
(Nouvelle Clio), Paris, PUF, 1968; J. Le Goff, La
civilisation de l’Occident médiéval (Les grandes
civ
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ilisations), Paris, Arthaud, 1965, pp. 87-144; 169-248;
319-396; 397-444; A obra de síntese de L. Génicot, Les lignes
de faîte du Moyen-Âge, Paris, Casterman, 41962, permanece clássica;
ver cap. IX, pp. 198-235.
2.
A criação das universidades medievais é reconhecida como um dos
eventos mais decisivos na história intelectual da Europa. Ver a síntese
recente de J. Verger, Les universités au Moyen-Âge, Paris,
PUF, 1973 (tr. br.: História das universidades, São
Paulo, UNESP, 1990). Sobre as condições de trabalho na
universidade medieval, ver L. J. Bataillon, Les conditions de
travail des maîtres de l’Université de Paris au XIIIème siècle,
Revue des Sciences Philosophiques et Théologiques 67
(1983) 417-483; M. J. Hoenen, Philosophy and Learned
Universities in the Middle Ages, Leiden, Brill, 1995; em
geral, sobre as instituições escolares medievais, ver J. Inges,
L’histoire des institutions scolaires et les études de
philosophie médiévale, ap. R. Imbach, A. Maierú (orgs.), Gli
studi di filosofia medievale tra otto e novecento, Roma, Ed.
di Storia e Letteratura, 1991, pp. 361-367.
3.
Esse aspecto é sublinhado por A. de Libera, A filosofia
medieval (tr. br.), São Paulo, Loyola, 1998, pp. 385-395.
4.
Ver A. C. Crombie, Robert Grosseteste and the Origin of
Experimental Science (1100-1700), Oxford, Clarendon Press,
1953. Esta obra, que estuda a evolução da ciência experimental
dos séculos XI ao XVII, destaca a figura de Robert Grosseteste,
bispo de Lincoln (1168-1253), tradutor de Aristóteles, cientista,
filósofo e figura emblemática de um tempo de grande atividade
intelectual.
5.
Sobre essa introdução das artes liberales (trivium:
gramática, retórica, dialética; quadrivium: aritmética,
geometria, astronomia, música) na estrutura didática da
filosofia, ver Arts libéraux et philosophie au Moyen-Âge, (Actes
du IVème Congrès de Philosophie Médiévale), Montréal/Paris,
Vrin, 1969; ver a síntese de R. Mc Inerny, Beyond the Liberal
Arts, ap. Being and Predication: Thomistic Interpretations, Washington,
The Catholic University of America Press, 1986, pp. 25-47; e
F. van Steenberghen, La philosophie au XIIIème siècle,
Paris, Louvain-la-Neuve, 21991, pp. 47-63.
6.
As grandes sínteses teológicas encontraram uma expressão sistemática
e metodológica na Summae Theologiae. Sobre a significação
teológica das Summae, ver J. Pelikan, La tradition chrétienne,
III: croissance de la théologie médiévale (tr. fr.), Paris,
PUF, 1994, pp. 281-320.
7.
Ver A. de Libera, Filosofia medieval, pp. 417-467.
8.
Rémi Brague, Europe: la voie romaine (col. Folio-Essais),
Paris, Gallimard, 1992.
9.
Suposto que toda cultura superior é "secundária", pois
nenhuma delas nasce por geração espontânea e sempre se
reconhece em filiações distintas, a "secundariedade
cultural" da Europa revela a caraterística original de uma
permanente imigração dentro de si mesma, um retornar contínuo
às fontes exógenas donde fluiu, ou seja, historicamente às
fontes greco-latinas e hebraicas. De modo exemplar, a "secundariedade
cultural" segundo Brague verifica-se na relação entre a
cultura romana e a cultura grega. Ver Europe: la voie romaine, pp.
37-39; 157-159.
10.
Ver Rémi Brague, op. cit., pp. 155-157
11.
C. H. Haskins, The Renaissance of the Twelfth Century, Cambridge
(Mass.), Harvard University Press, 1927.
12.
Uma bibliografia seleta das fontes medievais e da literatura
secundária sobre o século XII, com particular ênfase na tradição
platônica, encontra-se em Michel Lemoine, Théologie et
platonisme au XIIème siècle , Paris, Cerf, 1998, pp.
118-134.
13.
A união da teologia monástica e da tradição literária é
ressaltada na obra clássica de Jean Leclercq, L’amour des
lettres et le désir de Dieu, Paris, Cerf, 1953 e em M.-D.
Chenu, La théologie au XIIème siècle, Paris, Cerf, 1953.
14.
Ver Jean Jolivet, La théologie d’Abélard, Paris, Cerf,
1997.
15.
A obra de referência continua sendo M.-D. Chenu, La théologie
au XIIème siècle, op. cit.
16.
M. Lemoine, Théologie et platonisme au XIIème siècle, pp.
46-50.
17.
Ver M. Lemoine, op. cit., pp. 50-63.
18.
Para um balanço dessa questão na historiografia atual, ver M.
Lemoine, op. cit., pp. 11-30. Uma apresentação brilhante
da tradição de Chartres encontra-se em M.-D. Chenu, La théologie
au XIIème siècle, op. cit., pp. 108-143.
19.
Ver uma apresentação sucinta mas exata desses autores em M.
Lemoine, op. cit., pp. 65-110.
20.
M. Lemoine, op. cit., p. 116.
21.
Ver F. van Steenberghen, Introduction à l’étude de la
philosophie médiévale, Louvain/Paris, Universitaires/B.
Nauwelaerts, 1974, p. 198.
22.
Ver A. de Libera, Filosofia Medieval, pp. 356-363.
23.
Ver F. van Steenberghen, Aristote en Occident, Louvain,
Institut Supérieur de Philosophie, 1946 (tr. ingl.: Aristotle
in the West, Louvain, Institut Supérieur de Philosophie,
1955). Um elenco das traduções de Aristóteles e de seus
comentadores gregos e árabes encontra-se em Bernard G. Dod,
Aristoteles latinus, ap. The Cambridge History of Later
Medieval Philosophy, Cambridge University Press, 1982, pp.
45-89 (aqui, pp. 74-79). A difusão do conhecimento de Aristóteles
na Idade Média é assegurada igualmente pelos "florilégios"
ou sentenças aristotélicas. Ver, por exemplo, Jacqueline Hamesse,
Auctoritates Aristotelis: un florilège médiéval, étude
historique et édition critique, Louvain/Paris, Institut Supérieur
de Philosophie/B. Nauwelaerts, 1974.
24.
O grande historiador Maurice de Wulf, nas primeiras edições da
sua clássica Histoire de la philosophie médiévale, julgou
poder definir um sistema filosófico único que teria sido adotado
pelos teólogos do século XIII, mas, a partir de 1925, abandonou
a expressão "síntese escolástica", preferindo
substituí-la pela de "patrimônio comum". Ver F. van
Steenberghen, La philosophie au XIIIème siècle, pp.
23-24. Sobre o sentido de uma "unidade doutrinal" na
Idade Média, ver ibid. pp. 255-281 e Rolf Schönberger, Die
Transformation der klassischen Seinsverständnisses: Studien
zur Vorgeschichte des neuzeitlichen Seinsbegriffs im Mittelalter,
Berlin, de Gruyter, 1986, pp. 59-61.
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Publicado no site das Edições Loyola em maio de 2002
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